quinta-feira, 5 de novembro de 2009

BALANÇO ENERGÉTICO DO BRASIL

A produção energética brasileira utiliza fontes bem diferenciadas, pois além do tradicional uso das fontes de origem fóssil, o Brasil investe em Biodiesel, Álcool Etílico como forma de combustível. Na produção da energia elétrica também o Brasil é feliz por utilizar na maioria da sua produção uma fonte renovável a hidráulica.

No ultimo Balanço Energético Nacional, 2008 ano base 2007, uma publicação anual do Ministério das Minas e Energia (MME), pode-se observar que os produtos derivados da cana-de-açúcar tiveram um grande destaque na matriz energética brasileira em 2007, que a produção total de etanol, de 388,7 mil bbl/dia, representou um significativo aumento de 27,0% em relação a 2006, enquanto o consumo final teve um aumento de 28,6%. Ultrapassando a energia hidráulica e eletricidade na oferta interna de energia do país, ficando atrás apenas do petróleo e seus derivados.

A energia elétrica gerada no Brasil, atingiu 444,6 TWh em 2007, resultado 6,0% superior ao de 2006. A geração pública a partir de combustíveis apresentou um decréscimo de 8,8%, com redução expressiva na geração a partir da energia nuclear (-12,3%) e do gás natural (-18,6%).

A produção total de petróleo e LGN (líquidos de gás natural) apresentaram redução de 0,4%, embora houvesse aumento na produção de petróleo de 1,5%, teve uma maior oferta de produtos originados diretamente a partir do gás natural, também o Brasil apresentou resultado positivo nas exportações de gasolina automotiva (iguais a 37,1% em relação a 2006). Assim, MME afirma que o país pelo primeiro ano exportou um volume de derivados de petróleo maior do que importou. Enquanto o óleo diesel permanece como principal produto, respondendo por aproximadamente 31% do volume total de derivados, e apresentando um crescimento de 5,9% no consumo rodoviário. A produção de gás natural foi de 49,7 milhões m³/dia em 2007, montante 2,5% superior ao de 2006. As importações tiveram crescimento de 5,6%, garantindo o aumento do consumo nos setores industrial (7,0%), transporte (10,9%) e energético (8,1%). O uso do gás natural para geração elétrica apresentou fortes reduções, de 18,2% em centrais de serviço público e de 8,8% em centrais autoprodutoras. As reservas provadas de gás tiveram um acréscimo de 17,1 bilhões de metros cúbicos, representando aumento de 4,9% sobre o valor verificado em 2006, e resultando em uma relação reservas /produção de 20,1 anos. O carvão mineral no Brasil é usado nos processos industriais, especialmente na siderurgia, onde é utilizado carvão de grau metalúrgico, importado em sua quase totalidade. Para geração de eletricidade, é utilizado o carvão vapor, de produção nacional. Em 2007 teve um aumento da importação de carvão metalúrgico (10,3%), já o uso na geração de eletricidade apresentou uma redução de 7,7% em centrais de serviço público.

O uso da lenha no Brasil é ainda significativa, com ligeiro crescimento em 2007, ele é utilizado, principalmente, nas carvoarias para produzir carvão vegetal – aplicação que apresentou crescimento de 2,2% em 2007. No setor residencial o consumo foi cerca de 25,2 milhões de toneladas de lenha, uma redução de 5,6% em relação ao ano anterior.

Maiores detalhes sobre estes dados e outras informações pode ser encontrado no link: http://www.mme.gov.br/mme/galerias/arquivos/publicacoes/BEN/2_-_BEN_2008_-_Ano_Base_2007/1_-_BEN_2008_Portugues_-_Completo.pdf

Fonte: Ministério de Minas e Energia, Publicação Balanço Energético Nacional 2008, ano base 2007. Em http://www.mme.gov.br , acessado em 05/11/2009

Postado pela acadêmica Rosana Fogliatto

Uma Potencialidade do Brasil


Fonte disponivel em: youtube. hidroeletrica de Itaipu. Acesso em 05 de novembro de 2009. Postado pelo Academico: Ribamar L. Lopes

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Fontes de Energia do Oceanos

As fontes de energia do oceano

As grandes energias utilizáveis do oceano podem ser classificadas, pelo seu potencial, do seguinte modo:
a) A exploração do gradiente térmico entre a superfície e o fundo: 40 bilhões de Mw;
b) A exploração dos gradientes de salinidade (por exemplo) na foz dos rios: 1,4 bilhões de Mw;
c) A exploração das correntes marinhas: 5 milhões de Mw;
d) A exploração das marés: 2,7 milhões de Mw;
e) A exploração das ondas: 2,5 milhões de Mw.
Não incluímos aqui o petróleo, por ser na realidade um recurso energético encontrado sob o mar, e não nele.
Podemos ainda citar que a mais importante energia (se bem que ainda "potencial") do mar é o deutério existente em suas águas. Pode ser prematuro, ou demasiado otimístico, considerar o deutério como tal, mas não há dúvida de que se os seres humanos vierem a realizar a fusão nuclear controlada, o farão mediante reações que envolvem o deutério. Ora, 0,015% da água da terra é, na realidade, não H2O, mas D2O; e como o oceano é quase 98% de água da terra, é ele a grande reserva de deutério, representando uma energia potencial (realizada pela fusão) de 1026 Mw, cerca de 1012 vezes a reserva total dos combustíveis fósseis - um manancial efetivamente inesgotável.
Por outro lado, o oceano é mais comumente identificado por suas energias mecânicas - tão mais espetaculares - que pode causar surpresa a imensa superioridade do potencial térmico sobre o mecânico.
É sabido que o oceano, como a atmosfera está, apesar das aparências, sob o domínio do térmico. A energia mecânica dissipada no oceano sob diversas formas é da ordem no máximo do milésimo da energia abandonada pelo mar à atmosfera sob a forma de calor latente de evaporação.
O "mecânico" não é mais que um subproduto, fraco até mesmo em relação ao fluxo térmico proveniente das camadas profundas do globo.
Também é constatado que os primeiros metros de camada superficial do oceano armazenam mais energia solar que toda atmosfera, embora mais de 76% da massa oceânica estar a uma temperatura inferior a 4°C.
A EXPLORAÇÃO DO GRADIENTE TÉRMICO DO MAR
É bem típica do oceano uma distribuição vertical permanente da temperatura onde a agitação das ondas e outros efeitos do vento podem distribuir o calor da superfície até uma profundidade maior, criando uma camada superficial quente de 50, 100 ou mesmo 200 metros, não aquecendo as águas mais profundas que permanecem frias; o que torna o oceano uma reserva de energia térmica disponível que nada mais é do que energia solar armazenada.
Por receberem quantidades maiores de energia solar, as zonas tropicais e equatorial, constituem-se no reservatório principal desta energia, embora ela esteja armazenada numa temperatura relativamente baixa: cerca de 25°C.
Já em 1881 D’Ansoval imaginou explorar, por meio de máquina térmica, essa diferença de temperatura permanente entre a água superficial e a água profunda, dando origem à idéia de construção de Sistemas de Conversão de Energia Térmica dos Oceanos (Usina OTEC).
O conceito de uma Usina OTEC de ciclo fechado emprega como fluido de trabalho um material com baixo ponto de fusão (por exemplo, a amônia). Este fluido é vaporizado num trocador de calor (evaporador) recebendo calor da água oceânica morna aspirada da superfície do mar (25°C). Este vapor trabalha numa turbina que move um gerador produzindo eletricidade. O vapor da amônia é então condensado noutro trocador de calor (condensador) que é resfriado pela água fria aspirada do fundo do mar (5°C), sendo aí bombeada de volta para o evaporador, num ciclo de Rankine clássico.
O produto principal de uma usina OTEC é eletricidade que pode ser transmitida para um malha local de consumo público ou, dependendo de sua localização, tal eletricidade pode ser usada em processos de alto consumo de energia como na produção de alumínio ou na fabricação de amônia para fertilizantes ou, até mesmo, para obtenção de combustíveis sintéticos em Pólos Petroquímicos. A água doce e sal são subprodutos obtidos diretos das usinas OTEC fazendo-se uso de dessalinizadores. A água fria pode ser usada em unidades de refrigeração para condicionamento de ar ou armazenagem de produtos refrigerados. Além disso, a água fria, rica em sais nutrientes (nitratos, silicatos e fosfatos), pode ser também usada para fertilizar estações de cultivo de espécies marinhas.
Aqui vale lembrar que a costa do Nordeste Brasileiro apresenta uma plataforma continental estreita o que a torna propícia para a instalação de usinas OTEC. Em especial, há regiões onde reentrâncias permitem que a água fria do fundo fique a distância muito próxima da costa permitindo obter-se um gradiente de 20°C a profundidades em torno de 500 metros.

Fonte:
Por Emmanuel Gama de Almeida
Engenheiro hidrógrafo e oceanógrafo.

As fonte de energia do oceano de 19-09-2007 – Brasil. Acessado em 22 de outubro de 2009 http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=29604 postado no blogger pelo acadêmico: Wanderley G. da Silva

Energia Maremotriz

o que é a energia maremotriz?
O mar também é uma grande fonte de energia renovável! É possível aproveitar a energia das ondas, das marés, das correntes marítimas e até dos gradientes térmicos. Possuidor de um extenso litoral (cerca de 9 mil km), o Brasil conta com recursos constantes, praticamente durante o ano inteiro. O litoral Sul-Sudeste é o mais energético da costa brasileira, com potencial estimado em cerca de 40 GW. Quem está fazendo o levantamento do potencial energético da costa brasileira é o CENPES.

Energia maremotriz é o modo de geração de eletricidade através da utilização da energia contida no movimento de massas de água devido às marés. Dois tipos de energia maremotriz podem ser obtidas: energia cinética das correntes devido às marés e energia potencial pela diferença de altura entre as marés alta e baixa.

Em qualquer local a superfície do oceano oscila entre pontos altos e baixo, chamados marés, a cada 12h e 25min. Em certas baías e estuários, como junto ao Monte Saint-Michel , no estuário do rio Rance, na França, ou em São Luís, no Brasil, essas marés são bastante amplificadas, podendo atingir alturas da ordem de 15 metros. As gigantescas massas de água que cobrem dois terços do planeta constituem o maior coletor de energia solar imaginável. As marés, originadas pela atração lunar, também representam uma tentadora fonte energética. Em conjunto, a temperatura dos oceanos, as ondas e as marés poderiam proporcionar muito mais energia do que a humanidade seria capaz de gastar — hoje ou no futuro, mesmo considerando que o consumo global simplesmente dobra de dez em dez anos.[carece de fontes?] A energia das marés é obtida de modo semelhante ao da energia hidrelétrica.

Trata-se de uma obra complexa de Engenharia hidráulica. Constrói-se uma barragem, formando-se um reservatório junto ao mar. Quando a maré é alta, a água enche o reservatório, passando através da turbina hidráulica, tipo bulbo, e produzindo energia elétrica. Na maré baixa, o reservatório é esvaziado e a água que sai do reservatório passa novamente através da turbina, em sentido contrário, produzindo a energia elétrica. Este tipo de fonte é também usado no Japão, na França e na Inglaterra. A primeira usina maremotriz construída no mundo para geração de electricidade foi a de La Rance, em 1963 e antes de 1500, em Lameiras município de Sintra para uso direto em moendas.
Fonte(s):
http://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_maremotriz
Energia Mareomotriz

As ondas do mar possuem energia cinética devido ao movimento da água e energia potencial devido à sua altura. Energia elétrica pode ser obtida se for utilizado o movimento oscilatório das ondas. O aproveitamento é feito nos dois sentidos: na maré alta a água enche o reservatório, passando através da turbina, e produzindo energia elétrica, na maré baixa a água esvazia o reservatório, passando novamente através da turbina, agora em sentido contrário ao do enchimento, e produzindo energia elétrica.

A desvantagem de se utilizar este processo na obtenção de energia é que o fornecimento não é contínuo e apresenta baixo rendimento. As centrais são equipadas com conjuntos de turbinas bolbo, totalmente imersas na água. A água é turbinada durante os dois sentidos da maré, sendo de grande vantagem a posição variável das pás para este efeito. No entanto existem problemas na utilização de centrais de energia das ondas, que requerem cuidados especiais: as instalações não podem interferir com a navegação e têm que ser robustas para poder resistir às tempestades mas ser suficientemente sensíveis para ser possível obter energia de ondas de amplitudes variáveis. Esta energia é proveniente das ondas do mar. O aproveitamento energético das marés é obtido através de um reservatório formado junto ao mar, através da construção de uma barragem, contendo uma turbina e um gerador.

A maioria das instalações de Centrais de energia das ondas existentes são de potência reduzida, situando-se no alto mar ou junto à costa, e para fornecimento de energia elétrica a faróis isolados ou carregamento de baterias de bóias de sinalização. As instalações de centrais de potência média, apenas tem interesse econômico em casos especiais de geometria da costa. O número de locais no mundo em que esta situação ocorre é reduzido.

As marés são o resultado da combinação de forças produzidas pela atração do sol e da lua e do movimento de rotação da Terra leva à subida e descida da água dos oceanos e mares: as marés. Os movimentos verticais da água dos oceanos, associados à subida e descida das marés é acompanhado num movimento horizontal, denominado por correntes das marés. Estas correntes tem uma periodicidade idêntica à das oscilações verticais. Efeitos das zonas terrestres (bacias hidrográficas e baías, estreitos e canais) provocam restrições a estes movimentos periódicos podendo daí resultar elevadas amplitudes ou elevadas velocidades da corrente da maré.

Nos países como a França, o Japão e a Inglaterra este tipo de energia gera eletricidade. No Brasil, temos cidades com grandes amplitudes de marés, como São Luís - Baía de São Marcos, no Maranhão - com 6,8 metros e em Tutóia com 5,6 metros. Mas nestas regiões, infelizmente, a topografia do litoral não favorece a construção econômica de reservatórios, o que impede seu aproveitamento.

Curiosidades:

- Em Portugal há uma central na ilha do Pico nos Açores. A central é do tipo de coluna de água oscilante, com uma turbina Wells de eixo horizontal que aciona um gerador elétrico de velocidade variável, com a potência de 400 kW.

- Na Europa foi construída uma central de produção de energia das marés em La Rance (França), a 10 km da desembocadura do rio Rance no Canal da Mancha. Neste local a amplitude da maré é de 13 metros. As turbinas da central funcionam quando enche e quando esvazia o estuário do rio Rance. Está em funcionamento desde 1966 e produz cerca de 550 GWh anualmente.

- O Centro de Ciência e Tecnologia da Marinha do Japão estuda formas de obter energia das ondas do mar. Para tanto, começou a testar em julho um gerador flutuante que atende pelo estranho nome de Baleia Poderosa. É uma balsa que foi ancorada na entrada de uma baía com sua frente apontada para a direção das ondas, mede 50 metros de comprimento por 30 de largura e 12 de profundidade, e é dividida internamente em três compartimentos, todos cheios de ar. Trata-se de um sistema engenhoso que converte a energia das ondas em energia pneumática. O balanço das ondas faz com que o nível da água no interior das câmaras suba e desça sem parar, fazendo-as funcionar como pistões gigantes. Quando o nível do mar sobe, a água comprime o ar que é afunilado na direção de uma turbina, movendo suas pás e gerando 110 kW de eletricidade.

Fonte: ISTO É - 23 de setembro de 1998.
Fonte.
O Que é Energia Maremotriz: Disponível Em: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090924091604AAjxv2o Acessado em 2009-10-22 Postado no blogger pelo o Acadêmico: Wanderley G. da Silva

Mares e Oceanos

Mares e Oceanos

Nossos mares e oceanos também são fontes perpétuas de energia por
conta das ondas, marés e o gradiente de temperatura nos oceanos.

Energia das marés

As marés são influenciadas pela força gravitacional do sistema Sol –
Terra – Lua. Seu potencial tem sido usado desde o século XI para a
movimentação de pequenos moinhos pela Europa.
Quando afuniladas em baías, as marés podem atingir até 15 metros de
desnível; dessa forma, seu aproveitamento energético requer a construção de
barragens e instalações geradoras de eletricidade.
Uma barragem é construída formando um reservatório junto ao mar.
Quando a maré á alta, a água enche o reservatório, passando através da
turbina e produzindo energia elétrica, e na maré baixa o reservatório é
esvaziado e a água que sai do reservatório, passa novamente através da
turbina, em sentido contrário, produzindo energia elétrica.

O aproveitamento da energia das marés apresenta alguns requisitos
específicos que a tornam viável apenas em localidades restritas.
Os maiores desníveis de marés no mundo ocorrem na baía de Fundy, no
Canadá. No Brasil, temos cidades com grandes amplitudes de marés, como em
São Luís (Baía de São Marcos), no Maranhão, mas nestas regiões,
infelizmente, a topografia do litoral não favorece a construção econômica de
reservatórios, o que impede seu aproveitamento.
Os impactos ambientais se dão sobre a fauna e a flora dos estuários,
além da possibilidade do rompimento das estruturas que ocasionará a
inundação da região costeira.
Os riscos ocupacionais são elevados, principalmente durante a
construção da usina que requer operações abaixo do nível d’água.
Energia das ondas
O aproveitamento da energia das ondas visando à eletricidade tem sido
objeto de inúmeras pesquisas, que levaram ao desenvolvimento de diversos
tipos de tecnologias e estruturas flutuantes cujos movimentos são utilizados
para a geração de eletricidade. São classificadas de acordo com o local de
instalação: na costa, em profundidade rasa e em alta profundidade.
O suprimento de energia proveniente do movimento das ondas é
intermitente e o seu armazenamento é mais problemático que o da energia
solar.
No Brasil, as ondas ao longo do litoral de São Paulo se adequariam à
instalação de ‘patos oscilantes’, que são grandes estruturas flutuantes
mantidas na superfície de grandes profundidades capazes de gerar energia
elétrica por conta dos movimentos das ondas.
Energia dos gradientes de temperatura nos oceanos
O gradiente de temperatura no oceano consiste na diferença de
temperatura existente entre a superfície e o fundo do mar.
Este sistema utiliza águas superficiais com temperaturas ao redor de
27°C para vaporizar um fluido que tenha baixo ponto de ebulição. O vapor
formado


formado alimenta uma turbina que alimenta um gerador e finalmente, a fim de
reaproveitar o fluido que foi vaporizado, este é condensado pelas águas frias
do fundo do mar.
As usinas podem funcionar em sistema aberto, usando como fluido ativo
a própria água do mar, ou em sistema fechado, utilizando como fluidos:
amoníaco, cloreto de metila ou dióxido de nitrogênio.
Este sistema ainda não é usado para fins comerciais, existem apenas
usinaspiloto
em alguns países como Porto Rico, Cuba e EUA.
As dificuldades desse tipo de exploração estão fundamentadas nos
problemas de engenharia de grandes obras marítimas.

Fonte:

TUNDISI, Helena da Silva Freire. Usos da energia: sistemas, fontes e
alternativas, do fogo aos gradientes de temperatura oceânicos. São
Paulo: Atual, 1991.
ZYLBERSZTAJN, David. Energia, Meio Ambiente

Disponível em: gestaoambientalfca.blogspot.com/.../as-fontes-de-energia-do-oceano.html - 4 horas atrás - Similares – acesso em: 24/10/09 postado pelo acadêmico: Jose Luis Martins

Pontos Positivos e Negativos das Usinas Geotérmicas

Pontos Positivos:

* Umas das mais benignas fontes de energia;

* Mais barata que os combustíveis fósseis;

* A emissão de gases poluentes (CO2 e SO2) é praticamente nula;

* Produz energia independente de variações como chuvas, níveis de rios, etc.;

* A área requerida para a instalação da usina é pequena;

* Estimula os negócios regionais;

* Pode abastecer comunidades isoladas;

* Baixo custo de operação, devido ao baixo custo do combustível.


Pontos Negativos:

* É uma energia muito cara e pouco rentável;

* Pode causar deterioração ao ambiente, ainda que a reinjeção de água seja feita;

* Pode levar o campo geotérmica ao esgotamento;

* A energia deve ser posta em uso no campo geotérmico ou próximo dele;

* O calor perdido aumenta a temperatura do ambiente;

* Emissão de H2S (ácido sulfídrico) com odor desagradável, corrosivo e nocivo à saúde.

Fonte Disponível em: www.portalsaofrancisco.com.br . Postado pelo Acadêmico: Ribamar L. Lopes

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Energia Geotérmica - Introdução e Origem

ENERGIA GEOTÉRMICA

Introdução
A energia geotérmica é produzida a partir do calor originado no interior da Terra. Vulções, gêiseres, fontes de água e lama quente são evidencias visíveis dos grandes reservatórios de calor que existem dentro e abaixo da crosta terrestre. Apesar da quantidade de energia térmica dentro da Terra ser muito grande, a energia geotérmica está limitada a determinados lugares. Estes recursos não são infinitos e podem ser esgotados em um determinado sítio sob exploração intensiva. Não obstante, a energia geotérmica é um recurso que pode ser melhor desenvolvido em locações favoráveis. Atualmente, 4% da eletricidade nos EstadosUnidos pela chamadas fontes renováveis vem da energia geotérmica(isto é quase quatrovezes a contribuição das eólica e solar) . Enquanto o crescimento no total de energia utilizada originária de recursos geotérmi- cós nos Estados Unidos tem apresentado um pequeno crescimento nos últimos dez anos, globalmente, a energia geotérmica crescido constantemente a uma taxa de cerca de 8,5% ao ano.
1. Em 1904, na Itália, pela primeira vez foi produzida eletricidade a partir de vapor natural. Hoje em dia, muitas usina geotérmicas estão em operação ao redor do planeta. A tabela 17.1 lista a capacidade geradora geotérmica mundial em 1988 para aquelas nações com um número substancial de instalações geotérmicas. A capacidade total mundial é de 8.000 MWe. Os gêiseres do norte da Califórnia, a maior instalação deste tipo no mundo, tem uma capacidade total instalada de 1.224MWe – suficiente para abastecer as cidades de São Francisco e Oskland, localizadas 90 milhas ao sul : isto representa cerca de 7% das demandas energéticas da Califórnia. A ilha do Havaí obtém 25% da sua eletricidade a partir de recursos geotérmicas. Filipinas, Indonésia e Mexico aprese ntaram um rápido crescimento nas sua capacidades geradoras durante a década passada. El Salvador gera a maior parte de sua eletricidade com vapor originário de recursos geotérmicos.

Tabela 17.1 USINAS DE FORÇA GEOTÉRMICAS: 1998

¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬País Capacidade Instalada ( MWe)
Estados Unidos 2.850
Filipinas 1.848
México 743
Itália 769
Indonésia 500
Japão 530
Nova Zelândia 345
Islândia 140
Costa Rica 120
El Salvado 105
(U.S. EIA)

Aplicação não elétricas da energia geotérmica têm sido desenvolvidas de maneira extensiva em alguns países. Água quente de fontes subterrâneas fornece aquecimento direto para a maioria das casas da capital da Islândia, Reykjavik, e isto já ocorre há seis décadas . Budapeste, Hungria, vem sendo parcialmente aquecida por vapor geotérmico desde os tempos do Império Romano. Estufas aquecidas produzem vegetaius e flores durante todo o ano.. O aquecimento de ambientes via energia geotérmica nos Estados Unidos ainda se dá em pequena escala. Os principais avanços foram em residência e escritórios nas cidades de Klamath Falhs (Oregon), Boise (Idaho ) e Sab Bernadino (Califórnia).

ORIGEM E NATUREZA DA ENERGIA GEOTÉRMICA

A energia geotérmica tem sua origem no núcleo derretido da Terra, onde as temperaturas atingem 4.0000°C (7.200°F). É o próprio aquecedor da Mãe Natureza. Esta energia termal é primariamente produzida pela decomposição de materiais radioativos dentro do planeta, o que leva algumas pessoas a se referirem à energia geotérmica como uma forma de “energia fóssil nuclear”. O interior da terra parece consistir em um núcleo central derretido envolvido por uma região de material semifluido denominada manto (figura17.1). Esta é coberta pela crosta, que tem uma espessura que varia entre 30 km e 90 km. A temperatura na crosta aumenta proporcionalmente com a profundidade a uma taxa de cerca de 30° C/km. A temperatura na base da crosta ( o topo do manto) chega a valores próximos aos 1.000°C e, então, aumenta lentamente até o centro do planeta. Se estas condições médias da temperatura da crosta fossem tudo o que tivéssemos para trabalhar, poderíamos considerar-nos em sorte, já que a energia calorífica da Terra que poderia ser efetivamente utilizada estaria localizada muito profundamente para ser canalizada de alguma forma. Mas existem regiões nas quais material rochoso incandescente do manto(chamando magma) é empurrado para cima atraves de falhas e rachaduras próximas à superfície, criando “pontos quentes” localizados entre 2 km e 3 km da superfície. Observanos as evidências de tais atividades nas erupções vulcânicas, nos gêisere e nos fossos de lama borbulhamente. De fato, a zona de provável ocorrência destes sítios geotérmicos corresponde, a grosso modo, à região dos terremotos e atividades vulcânicas(Figura 17.2). Estas regiões se localizam nas funções das placas tectônicas que compõem a crosta terrestre (Figura 17.3). estas placas se encontram em um estado de constante movimentação ( relativa (a taxa de alguns centimentros por ano). Onde elas colidem ou se trituram, existem forças de altas magnitudes que podem construir montanhas ou provocar terremoto. È próximo a estas junções das placas que o calor viaja mais rapidamente do interior do planeta, via magma, para os vulcões superficiais. A maior parte dos atuais sítios geotérmicos mundiais se localizam próximos às extremidades da placa do Pacífico, no chamado “anel de fogo”.
A energia geotérmica é mais facilmente extraída, tecnológica e economica-mente falando, destes pontos quentes. Nos tipos mais comuns de reservatórios geotérmicos, chamados de sistemas hidrotermais, a energia termal do magma é armazenada em água ou vapor que preenche os poros e fraturas da rochas, Estes reservatórios podem ser classificados em sistemas de vapor úmido (ou água quente) e de vapor seco. Apesar de os sistemas de vapor úmidos (ou água quente) e de vapor seco. Apesar de os istemas de vapor úmido serem de dez a vinte vezes mais abundantes, os sistemas de seco têm sido usados mais frequentemente para geração de eletricidades por causa da conveniência que oferecem. Um exemplo são os gêseres na Califórnia.. Existem outros tipos de recursos de energia geotérmicas que têm o mesmo ou até mesmo mais potencial, mas eles vão ter que esperar o desenvolvimento de novas tecnologias de extração antes de poderem ser explorados. Estes outros recursos – sistemas de pedras quentes secas e regiões geo-pressurizadas.



Postado pelo Acadêmico Adelmo Rezende